segunda-feira, 7 de junho de 2010

Momento de devaneio poético-científico:


Poesia científica – O pó da existência

Sou o tudo, sou o nada, fui criado do barro e ao pó retornarei.
Sou filho das estrelas e irmão das árvores.
Porém me sinto órfão na minha ignorância.
Perante tudo o que o mundo é, talvez eu seja.
A força da certeza adormecida pelo poder da dúvida universal.
Dúvida que me faz levantar todos os dias e agradecer aos céus.
Céus que às vezes me ignoram e que às vezes me surpreendem.
Nessa dança das efemeridades reside minha pobre consciência.
Consciência que me perturba e nada me assegura.
Nesse leito de incertezas, jaz apenas uma verdade:
No fundo e no final, não passo de pó, poeira das estrelas.
Rejeitada pelo Hélio e adotada por Zeus.
Vagando por esse universo, como já me disseram, em linha curva.
A partir de um ponto no infinito, a esse ponto retornarei.
O que vivo, vivi e viverei fica registrado nos acásicos.
Na malha da história e nas cordas do universo.
Vivendo em 3 dimensões como se estivesse em duas.
O caos do universo espremido no microcosmo do meu crânio.
O destino e o tempo inexistentes me marcaram como laser.
Nessas cicatrizes de minha evolução darwiniana e freudiana.
Resgato a única lembrança que me alegra a energia da minha alma.
No meio das certezas improváveis como a anti-matéria.
Aparece apenas a beleza cósmica do seu sorriso jovial.
Paro e penso: Te amo, logo existo!

Eu

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